Swing 🔥🔥🔥

A Primeira Vez no Euphoria (Casa de Swing)

Um casal decide explorar o swing em um clube de BH, mas a noite desmorona quando o homem vê sua mulher exótica se render aos braços de um estranho dominante.

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O Começo de Tudo

Desde que conheci Madalena — ou Mada —, algo entre nós dois era diferente. Talvez fosse o fato de termos saído de relacionamentos longos, onde o fogo da paixão havia se transformado em algo morno, previsível. Com ela, tudo era intenso, vibrante, cheio de possibilidades. Mada não era apenas bonita; ela era sensual, exótica, única. Algo nela chamava atenção, um magnetismo que fazia com que as pessoas olhassem quando ela passava. E, para mim, isso sempre foi motivo de orgulho.

Nas primeiras conversas, já deixávamos claro o quanto desejávamos explorar fantasias, brincadeiras e até mesmo brinquedos. Mas, aos poucos, o assunto foi se aprofundando. Mada me contava sobre as experiências de suas amigas: a melhor amiga que vivia em um trisal, outras que haviam experimentado menages, casais e até orgias. Eu ouvia tudo com uma mistura de curiosidade e excitação, mas, na época, nunca imaginei que aquelas conversas nos levariam a um lugar tão real — e tão complexo.

Nos meses seguintes, nossa relação se tornou um turbilhão de sexo, brincadeiras e diálogos picantes. As fantasias sobre estar com outras pessoas começaram a dominar minha mente. Não era só curiosidade; era um desejo que crescia a cada dia, algo que eu mal conseguia controlar. Até que, em uma viagem a Belo Horizonte, para visitar minha família, decidimos dar um passo além: conhecer o Euphoria, um clube de swing.

A Chegada ao Euphoria

O Euphoria não era um daqueles lugares elegantes, com luzes suaves e música ambiente. Era um espaço mais raiz, com uma vibe que lembrava as casas de show dos anos 80 e 90. Não era tosco, mas também não era refinado. Tinha algo de cabaré, uma atmosfera que misturava sensualidade com um certo ar de descontração, como se ali as regras fossem outras, mais soltas, mais livres.

Chegamos em uma segunda-feira, imaginando que a noite seria tranquila. O salão principal era iluminado por luzes vermelhas e azuis, que piscavam no ritmo da música. Um DJ tocava um som animado, algo entre o funk e o sertanejo universitário, e casais dançavam ou conversavam em mesinhas espalhadas pelo espaço. Não havia muita interação entre os grupos, mas a energia no ar era palpável. Duas portas, uma de cada lado do salão, levavam para os ambientes onde as coisas realmente aconteciam.

Mada foi ao banheiro e, ao voltar, contou que havia conhecido uma mulher. Uma morena de cabelos escuros, entre 35 e 40 anos, com um jeito simples, quase apagado. Não era feia, mas também não tinha nada de especial. Era comum, sem graça. Seu marido, um homem alto, forte e careca, tinha uma presença que impunha respeito. Notei o brilho nos olhos de Mada ao olhar para ele, e aquilo me deixou intrigado.

O Primeiro Contato

Decidimos explorar o clube. A primeira sala era um espaço amplo, com sofás de couro sintético e paredes espelhadas. Dois casais se entregavam a carícias e beijos. Uma morena fazia um blowjob em um homem negro, e a cena era hipnotizante. Mada e eu começamos a nos tocar, a nos beijar, e logo ela estava com meu pau na boca, enquanto eu explorava seu corpo. A excitação era tanta que mal percebi quando outros casais se aproximaram para observar.

Foi então que o casal que havíamos conhecido se juntou a nós. Mada começou a beijar a mulher, depois o homem. Fui puxado pela esposa, que me beijou com uma paixão surpreendente, quase desesperada. Suas mãos exploravam meu corpo, mas eu não conseguia me concentrar plenamente. Minha mente estava dividida entre a excitação e a curiosidade sobre o que estava por vir.

A Transição para a Cabine

Em um momento, o homem se afastou de Mada e a olhou com um sorriso de quem sabia exatamente o que queria. Sem dizer uma palavra, ele a puxou para si, e antes que eu pudesse reagir, a ergueu do chão com um movimento fácil, como se ela não pesasse nada. As pernas de Mada envolveram sua cintura, e suas mãos se entrelaçaram na nuca dele, em um gesto que misturava entrega e desejo. Ele a segurava com firmeza, uma demonstração de força e poder que me deixou paralisado. Não era violência; era dominação. E Mada parecia absorvida por aquilo, pequena e vulnerável nos braços daquele homem.

A esposa me puxou pela mão, e seguimos os dois pelo corredor escuro até uma das cabines. O homem carregava Mada o tempo todo, sem esforço, enquanto ela o beijava, quase perdida naquele momento. Eu caminhava atrás, com a mulher do meu lado, observando a cena com uma mistura de tesão e algo mais difícil de nomear.

A cabine era pequena, com um banco estofado e uma iluminação avermelhada que deixava tudo mais intenso. Ele ainda segurava Mada quando entramos, só a depositando no banco quando já estávamos todos lá dentro. A porta se fechou, e o som do clube abafou, deixando apenas nossas respirações pesadas.

A Cabine e o Turbilhão de Emoções

Assim que a porta se fechou, o marido deitou Mada no banco e a colocou com as pernas sobre os ombros. Começou a chupá-la com uma intensidade que me deixou sem ar. Por um lado, a cena era extremamente excitante. Por outro, algo dentro de mim se retorcia. Ciúme.

Não era um ciúme comum. Era uma mistura de excitação e desconforto ao ver Mada tão entregue a outro homem — especialmente um que parecia tão seguro, tão dominante. A imagem dele a carregando nos braços não saía da minha cabeça. A força, o poder, a forma como ela se rendera. Enquanto isso, eu estava com a esposa dele, uma mulher que não me atraía tanto, mas que, naquele momento, estava ali, disposta e excitada.

Em um momento, o homem chamou a esposa: — "Olha, amor, que buceta maravilhosa. Experimenta, vem."

Ela parou o que estava fazendo comigo e foi chupar Mada. Tentei me aproximar, mas Mada me lembrou da camisinha. O homem, impaciente, queria penetrá-la ali mesmo, mas sem proteção não era uma opção. Então, os três se concentraram nela: ele a beijava, a acariciava, enquanto eu observava, dividido entre o tesão e uma irritação crescente.

Não era só o fato de ver Mada com outro homem. Era a sensação de que aquilo não era justo. Ela era linda, sensual, única. E ali estava eu, com uma mulher comum, enquanto Mada se entregava a um homem que, embora atraente, não parecia à altura do que ela merecia. Era como se estivéssemos trocando algo precioso por algo medíocre.

O Ponto de Ruptura

Não sei se foi o ciúme, a sensação de perder o controle ou simplesmente o peso daquela situação, mas algo dentro de mim estalou. Uma onda de nojo e irritação tomou conta de mim. Não era só o fato de ver Mada com outro homem. Era a sensação de que eu estava traindo a mim mesmo, traindo o que sentia por ela.

— "Amor, não estou gostando mais. Quero parar e ir embora."

Minha voz saiu mais dura do que eu pretendia. Todos pararam na mesma hora, como se tivessem sido congelados. O homem olhou para mim com uma expressão de surpresa, quase de deboche. A mulher se afastou de Mada, e eu senti um alívio momentâneo, como se tivesse escapado de algo perigoso.

Saímos da cabine apressados, quase correndo. Eu não queria olhar para trás, não queria ver mais nada daquilo. Mada tentou me tocar, mas eu me afastei instintivamente, como se seu corpo ainda carregasse o cheiro, o gosto, a presença daqueles estranhos. Eu me sentia sujo, traído, irritado.

O Silêncio no Carro

O caminho até o carro foi um borrão. Eu mal conseguia respirar direito, como se o ar estivesse carregado de algo pesado, algo que grudava na pele. Entrei no carro e liguei o motor com movimentos automáticos, sem olhar para Mada. Ela tentou falar, mas eu levantei a mão, pedindo silêncio.

O trajeto até o hotel foi um dos mais longos da minha vida. Eu não conseguia falar. Não era só raiva. Era vergonha, confusão, uma sensação de traição — não por ela, mas por mim mesmo. Por ter deixado aquilo ir tão longe. Por ter sentido prazer naquilo. Por ter me sentido tão pequeno, tão insignificante diante daquele homem que parecia dominar tudo, até mesmo o desejo da minha própria mulher.

Eu dirigia com os olhos fixos na estrada, mas minha mente estava presa naquela cabine. O som da boca dele em Mada, as mãos dele em lugares que eram meus, o jeito como ele a erguera do chão como se ela fosse dele. Era demais. Eu sentia como se estivesse me afogando em algo viscoso, algo que não me deixava pensar direito. Como se cada lembrança daquela noite fosse uma mancha que eu não conseguia limpar.

O Hotel e o Alívio Forçado

Chegamos ao hotel em silêncio. Eu ainda não conseguia olhar para Mada. Trancamos a porta do quarto e, por um momento, ficamos parados, como se não soubéssemos o que fazer. Então, sem dizer uma palavra, a puxei para mim e a beijei com uma fúria que me surpreendeu. Era como se eu quisesse apagar tudo o que tinha acontecido, como se pudesse recuperar o que era nosso com aquele beijo.

Transamos duas vezes seguidas, como se o sexo pudesse lavar aquela noite, como se pudesse provar que ela ainda era minha. Mas, no fundo, eu sabia que algo tinha mudado. Algo que não tinha volta.

Fin

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